PALAVRAS DE SÃO LUÍS MARIA DE MONTFORT

Embora a maioria das pessoas só conheça a obra "O tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria" de São Luís, a literatura monfortina é diversa e muito vasta. E os diversos escritos de Montfort tem algo em comum: ajudar na vivência cristã dos fieis de sua época. Ele queria ajudar aos seus seguidores e também a todo o povo de Deus, paroquianos e paroquianas, ou nas missões por onde passava a confirmar cada dia sua fé pelos pilares que ele descobrir. Vivenciar verdadeiramente o Batismo Cristão, Devoção à Maria, aceitar e dar graças pelas cruzes, são alguns dos pilares de seus escritos. Mas quando lidos em conjunto, de forma atenta e crítica percebemos que seus escritos são tratados teológicos riquíssimos que narram toda a alegria do ser humano de ter Deus como Pai, Jesus como Irmão, o Espírito vivificador e Maria por mãe. 

 

Este espaço é uma maneira simples de divulgar e partilhar os escritos monfortinos, de forma que possamos cada dia mais conhecer este grande santo, e à partir de seus escritos estamos cada dia mais fortes em nossa fé! 

14 de Outubro - Sobre o título de "Amigos da Cruz"

Livro "Carta aos Amigos da Cruz e demais cartas" - Edições Monfortinas, 2005. pg.33-34

 

"Amigos da Cruz é aquele que Deus escolhe entre dez mil pessoas que vivem ao sabor dos sentidos e da simples razão, para transformá-lo num homem espiritual, que fique acima da razão pura e em total oposição com os sentidos, com uma vida e uma fé pura e um amor ardente pela Cruz. 

 

Amigo da Cruz é aquele que, tal como um rei poderoso e verdadeiro herói, vence o demônio, o mundo e a carne nas suas três concupiscências (Cf. 1 Jo 2,16). Com o amor pelas humilhações, vence o orgulho de Satanás; com o seu amor pela pobreza triunfa sobre a avareza do mundo; com o seu amor pelo sofrimento apaga a sensualidade do corpo.

 

Amigo da Cruz é o homem santo e desapegado dos bens terrenos, que eleva o seu coração acima de tudo quanto é caduco e perecível. A sua pátria está no céu (Cf. Fl 3,20); vive neste munto como estrangeiro e peregrino (Cf. 1 Pd 2,11), sem se deixar aprisionar pelas coisas do mundo, que observa do alto com olhar indiferente e as fixa com desdém.

 

Amigo da Cruz é aquele que, no Calvário, se torna nobre conquista de Jesus Cristo crucificado e de sua santa Mãe; é um Ben-Oni ou Benjamim, ou seja, filho da dor e da dextra (Cf. Gn 35,18), concebido no coração doloroso de Jesus e gerado no seu flanco trespassado (Cf. Jo 19,34) e coberto inteiramente pela púrpura do seu sangue. Devido a este nascimento cruento não respira senão Cruz, sangue e morte ao mundo, à carne e ao pecado (Cf. Rm 6,2.8.11; 1 Pd 2,24), a fim de levar no mundo uma vida escondida com Cristo e em Deus (Cf. Cl 3,3).

 

Amigo da Cruz é, enfim, aquele que leva Cristo consigo, ou melhor, que é um outro Cristo; por isso poderá repetir com toda a autoridade: 'Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim' (Cf. Gl 2,20)."

 

 

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